Filha de empresário monteirense Fabiano Guerra divulga nota emocionante após morte do pai e faz desabafo nas redes sociais

 


A morte do empresário Fabiano Guerra Mendes Falcão, de 54 anos, natural de Monteiro (PB), continua repercutindo entre familiares, amigos e pessoas que o conheceram ao longo da vida. Dias após o crime, a filha do empresário, Maria Luiza, publicou uma nota emocionada nas redes sociais, na qual presta uma homenagem ao pai, agradece o apoio recebido e faz um desabafo sobre atitudes que considera desrespeitosas após a tragédia.

Fabiano Guerra foi assassinado a tiros na manhã da última sexta-feira (14), em uma fazenda na região do distrito de Vila Mandi, em Santana do Araguaia (PA), onde residia com a família e administrava as empresas FR Pneus e FR Gás, conhecidas no município de Vila Rica (MT).

Segundo a Polícia Militar do Pará, dois suspeitos fugiram do local do crime em uma caminhonete de cor prata. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

Na publicação, Maria Luiza lamenta a perda do pai e afirma que, além da dor do luto, a família precisou enfrentar situações que considera desrespeitosas, ao ver pessoas utilizando a morte do empresário para obter visibilidade.

Ela também agradeceu o carinho recebido da população de Monteiro, cidade natal de Fabiano, e revelou que a família não conseguiu realizar o sepultamento no município paraibano, apesar do forte vínculo que ele mantinha com sua terra de origem.

Ao longo do texto, a jovem destaca as qualidades do pai como homem, esposo, pai e filho, reforçando o compromisso da família em preservar o legado deixado por ele.

Confira a nota publicada por Maria Luiza na íntegra:

“Um ato de covardia levou meu pai de forma tão precoce. Tudo o que nos resta agora é sentir, viver o luto e tentar seguir em frente.

E, em um momento tão delicado como este, deparo-me com mais um ato de covardia: pessoas que não tinham nenhuma proximidade com ele utilizando sua morte para se autopromover, sem respeitar sua fé, suas escolhas e, principalmente, sua memória.

Aos meus amigos monteirenses, agradeço, de todo o coração, por cada mensagem de apoio, carinho e solidariedade. Infelizmente, não conseguimos enterrar meu pai em sua cidade natal, a terra que ele tanto amava. Peço apenas que cuidem do meu avô, que sofre profundamente neste momento.

Eu, meus irmãos e minha mãe estamos seguindo firmes, unidos e nos apoiando, como meu pai sempre nos ensinou.

Visionário acima de tudo, foi um excelente pai, um esposo fenomenal e um bom filho para o meu avô, que lhe deu a chance de conhecer o amor e ser amado.

Não consegui defender meu pai do ato covarde que o levou, mas não poderia permanecer calada diante da injustiça que está prestes a ser presenciada. Deixo claro meu respeito por todas as religiões e por todas as formas de fé. O que não aceito é que a religião seja utilizada para encobrir erros, mascarar responsabilidades ou construir uma imagem que não corresponde à realidade.

Os que verdadeiramente amavam meu pai já se despediram dele.

Agradeço, mais uma vez, a cada cidadão monteirense que nos enviou condolências no dia mais difícil de nossas vidas. Meu pai amava sua terra, suas raízes e sua família.

Eu, juntamente com meus irmãos e minha mãe, trabalharei incansavelmente para honrar seu legado e tudo aquilo que ele construiu.

Espero que deixem meu pai ter a paz e o descanso que merece. E, se agora a dor do remorso bate à porta de alguns, acredito que falsas homenagens não sejam capazes de apagá-la ou repará-la.

Meu pai foi um bom homem. E eu vou amá-lo, defendê-lo e honrá-lo enquanto meu coração continuar batendo.

Descanse em paz, pai. Nós cuidaremos do seu legado. 

Sua filha, Maria Luiza.”

A manifestação da filha do empresário repercutiu entre amigos e moradores de Monteiro, que voltaram a prestar solidariedade à família e relembraram a ligação de Fabiano Guerra com sua cidade natal.

Enquanto familiares seguem enfrentando o luto, a investigação sobre o homicídio continua sob responsabilidade da Polícia Civil do Pará, que trabalha para esclarecer a motivação do crime e identificar os autores.

Com OPIPOCO

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